Mini-curso Vladimir Safatle e Larissa Drigo no Fantasia e Crítica

A coordenação do Mestrado em Estética e Filosofia da Arte convida a todos para o mini-curso “Narrativas da modernidade: Nietzsche e Baudelaire” ministrada pelos professores Vladimir Saflate (USP) e Larissa Drigo Agostinho (Universidade de Paris IV-Sorbonne), nos dias 17 e 18 de maio de 2012 na sala 12 de IFAC.

17/05 – Quinta-feira – 14:00 às 16:00 horas.

18/05 0 – Sexta-feira – 9:00 Às 13:00 horas.

Obs. Haverá certificado de participação.

As inscrições podem ser feitas por email ( posgraduacao@ifac.ufop.br ) ou na secretaria do PPG em Filosofia (IFAC- Rua Coronel Alves, 55, Centro.

 

Narrativas da modernidade: Nietzsche e Baudelaire

Vladimir Safatle

Larissa Drigo Agostinho

É na crítica literária, nas teorias da poesia lírica que a noção de modernidade aparece não apenas como um problema ideológico e político, mas também como um problema téorico, de cunho eminentemente filosófico. Isto porque a arte na modernidade busca alcançar plena autonomia, colocando em questão as relações entre arte e sociedade, entre linguagem formal e prática política.

O objetivo deste curso é explorar as diversas narrativas, as múltiplas visões, no inteiror da crítica literária e da filosofia que compõe a noção, tão comentada e controversa, de modernidade. Partiremos do acontecimento histórico que marca seu advento: a revolução francesa. Acompanharemos os desdobramentos estéticos da revolução. O surgimento de um romantismo profético e conservador que buscava reinstaurar a fé católica que foi no entanto colocado em questão devido aos sucessivos fracassos revolucionários do século XIX na França que rompem com o projeto estético que Bénichou chamou de “sacre de l’écrivain”, provocando um estado geral de desencantamento. Assim surgem as primeiras críticas à modernidade, tida como uma decadência estética e moral. Essa crítica é empreendida por Nietzsche que vê na figura de Wagner o exemplo maior do romantismo nacionalista e neurótico, sedento por um desejo de redenção que é marca do cristianismo ocidental que seu tempo insiste em perpetuar.

Finalmente, veremos que tanto em Baudelaire quanto em Nietzsche a ironia e o riso aparecem como as formas críticas privilegiadas da modernidade capazes de dissolver as contradições do pessimismo religisioso e ultrapassar os limites do ascetismo e do racionalismo otimista das Luzes.

 

O curso será dividido em duas aulas:

Aula 1. Baudelaire e o « sacre de l’écrivain »

Literatura e revolução: a construção do estado nacional. Entre liberais e conservadores, catolicismo, liberalismo e literatura. Além do spleen e do ideal, o poeta dandy. O canto das ruínas românticas. Extravagância e hiprocrisia, a modernidade levada as suas últimas consequências.

 

Aula 2. Nietzsche.

A modernidade como decadência. Paixão, neurose e redenção. A modernidade como crítica ao racionalismo e ao otimismo científico . O artista como comediante. A ironia e o riso como formas críticas. A modernidade além do romantismo. Poesia a arte autônoma.

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