Chamada para e-misférica 11.1: O gesto decolonial

 

e-misférica 11.1: O gesto decolonial
Editores: Jill Lane e Marcial Godoy-Anativia, NYU
Editora convidada: Macarena Gómez-Barris, USC
e-misférica convida os interessados a submeter ensaios acadêmicos, apresentações artísticas/ativistas e resenhas de livros, performances e filmes para a sua edição de inverno de 2014, “o gesto decolonial”. Com o emprego do termo “decolonial”, estendemos um convite ao diálogo com uma diversidade de críticas intelectuais sobre o poder e a epistemologia do colonialismo e os seus legados no presente. Por um lado, seguimos escritores que teorizam o “decolonial”— Dussel, Quijano, Mignolo e Walsh, dentre outros—e, por outro lado, seguimos uma gama mais ampla de teorias e práticas anti-coloniais “decolonializantes”, que poderiam incluir W.E.B. Dubois, Frantz Fanon, Ngugi Wa Thiongo, além de feministas indígenas e “chicanas”,  de Gloria Anzaldúa a Julieta Paredes e Silvia Rivera Cusiquanqui. A crítica performática que pratica epistemologias de outros modos é algo central ao conceito de “decolonial” porque, ao fazê-lo, abre espaço para o surgimento de outras subjetividades, comunidades e políticas. Através do “gesto”, destacamos essa prática performática e convidamos à reflexão sobre se e como a ação, os corpos e os comportamentos expressivos possibilitam uma prática decolonizante específica.

No seu artigo “1492: uma nova visão de mundo”, a filósofa jamaicana Sylvia Wynter argumenta que o ano de 1492 deu início a uma nova ordem representacional que emergiu de uma ideologia colonial europeia acerca da não-homogeneidade da humanidade—uma nova visão de mundo que terminou por produzir sistemas classificatórios raciais e trabalhistas que, segundo ela, “forneceu as bases para as entidades políticas pós-1492 no Caribe e nas Américas, as quais, ainda que como novas variantes, continuam sendo legitimadas pelos sistemas coloniais do oeste europeu do século dezenove, e também como contínuas hierarquias da nossa ordem global atual”. O mundo que o colonialismo construiu emergiu a partir de uma ruptura fundamental que remodelou tempo, espaço e trabalho e produziu uma ordem relativa ao gênero/sexo e à raça. Ao refletir sobre o “mundo de ponta-cabeça” criado pelo colonialismo, a arte e o estudo acadêmico da decolonização expõem a sombra e os efeitos contínuos do colonialismo europeu, da escravatura e do capitalismo do colonizador, e também a sua persistência simbólica e material na modernidade. Serão bem vindas contribuções que desenvolvam este pensamento, analisando as interseções entre o colonialismo, a raça e a performance nas Américas.

Favor submeter os ensaios completos até o dia 15 de outubro de 2013; pedidos de informação e resumos antecipados são muito bem vindos. Para submeter apresentações e resenhas em multimídia, favor entrar em contato com os editores para apresentar as suas propostas no máximo até o dia 1 de setembre de 2013, sendo o prazo para a entrega de textos e materiais até o dia 15 de outubro.

Todas as contribuições, propostas e consultas devem ser enviadas para os editores através do e-mail hemi.ejournal@nyu.edu. As nossas normas e manual de estilo estão disponíveis no sitehttp://hemisphericinstitute.org/hemi/pt/participate.

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