Em apoio aos professores perseguidos pela reitoria da PUC-SP

 

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ASSINATURAS NA PLATAFORMA AVAAZ NA PÁGINA ORIGINAL DA CARTA

A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo abriu um processo investigatório contra os professores Peter Pál Pelbart, Yolanda Glória Gamboa Muñoz e Jonnefer Barbosa, sob a alegação de supostamente terem convidado, idealizado, apoiado e divulgado a encenação do diretor de teatro Zé Celso Martinez, ocorrida na universidade em novembro de 2012. Na época, alunos, professores e funcionários protestavam contra a nomeação, pelo Cardeal D. Odilo Scherer, da terceira colocada na eleição para Reitor, quebrando uma tradição democrática de respeito à vontade da maioria, na primeira universidade brasileira a prever um processo eleitoral direto e paritário para a escolha de seus reitores.

A acusação em curso é de que aquela performance artística teria atentado contra o “patrimonio moral e cultural” da instituição, e de terem, os referidos docentes, estimulado a indisciplina entre os acadêmicos. Ora, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo tem como legado a defesa irrestrita da democracia, o pluralismo de ideias, a livre expressão artística, a pesquisa independente e a conexão viva com a sociedade. Prova disso foi a coragem política do então Cardeal D. Paulo Evaristo Arns ao acolher vários professores cassados em outras universidades durante a ditadura civil-militar que perdurou de 1964 a 1985, tais como Bento Prado Jr., Florestan Fernandes, Octavio Ianni e José Arthur Giannotti, como também alunos perseguidos pelos aparatos de repressão ou expulsos das universidades públicas brasileiras por motivos políticos.

A intimação dos três professores da Filosofia é uma clara tentativa de instaurar entre docentes e discentes um clima de intimidação, medo e insegurança. Trata-se de um gesto autoritário, que visa cercear a liberdade de iniciativa e de expressão no âmbito da universidade, sinalizando um rumo de todo inquietante, em desacordo com a autonomia acadêmica e com a liberdade historicamente construída no interior da PUC-SP.

Ao instaurar de forma oficial uma Comissão Sindicante Processante Permanente, que ora se encarrega deste processo, a Reitoria opta por uma lógica inquisitorial incompatível com a democracia brasileira, para não dizer com os novos ventos que sopram no Vaticano. A Universidade que foi um vigoroso bastião de resistência contra a ditadura, sendo duramente invadida pelas forças policiais no ano de 1977, que sofreu, durante os anos de chumbo, vários ataques, como o incêndio criminoso de seu teatro no ano de 1984, que deu abrigo a figuras proeminentes do pensamento no Brasil e arejou a produção intelectual nos trópicos, se vê agora ameaçada na sua vitalidade mesma.

Os abaixo-assinados, radicados em vários países, manifestam sua solidariedade aos professores acusados, o repúdio veemente ao processo em curso, e exigem, além de sua imediata interrupção, a retomada das condições básicas para a pesquisa, a produção e a liberdade acadêmicas na PUC-SP.


EN APOYO A LOS PROFESORES PERSEGUIDOS POR LA PUC-SP

La Rectoría de la Pontificia Universidad Católica de São Paulo ha instaurado un proceso investigativo contra tres profesores: Dr. Peter Pál Pelbart, Dra. Yolanda Gloria Gamboa Muñoz y Dr. Jonnefer Barbosa, argumentando una supuesta invitación, idealización, apoyo y divulgación de la puesta en escena del director  teatral Zé Celso Martinez, representada en el patio central de la Universidad en Noviembre de 2012. En esa época, alumnos, profesores y funcionarios protestaban contra la designación por el Cardenal  Odilo Scherer, de la tercera colocada en la elección para Rector, quebrando una tradición democrática de respeto a la voluntad de la mayoría, en la primera universidad brasileira que estableció un proceso electoral directo y paritario para la elección de sus rectores.

La acusación en curso sostiene imperativamente que la performance artística habría atentado contra el “patrimonio moral y cultural” de la institución, habiendo, los referidos docentes, estimulado la indisciplina entre la comunidad universitaria. Sin embargo,  la Pontificia Universidad Católica de São Paulo posee como legado la defesa irrestricta de la democracia, el pluralismo de ideas, la libre expresión artística, la investigación independiente y la  conexión viva con la sociedad. Prueba de esto fue el coraje político del entonces Cardenal Paulo Evaristo Arns al acoger varios profesores exonerados en otras universidades durante la dictadura cívico-militar que perduró de 1964 a 1985, tales como Bento Prado Jr., Florestan Fernandes, Octavio Ianni y José Arthur Giannotti, como también alumnos perseguidos por los aparatos de represión o expulsados de las universidades públicas brasileras por motivos políticos.

Esta notificación a  tres profesores de Filosofía es una clara tentativa de instaurar entre docentes y discentes un clima de intimidación, miedo e inseguridad. Se configura un gesto autoritario, que pretende cercenar la libertad creativa y de expresión en el  ámbito de la universidad, estableciendo un rumbo inquietante, en desacuerdo con la autonomía académica y con la libertad históricamente constituida al interior de la PUC-SP.

Al instaurar oficialmente una Comisión Investigadora Procesual Permanente, ahora encargada de este proceso, la Rectoría opta por una lógica inquisitorial incompatible con la democracia brasilera, sin considerar los nuevos vientos que soplan en el Vaticano. La Universidad,  vigoroso bastión de resistencia contra la dictadura que fue duramente reprimida por las fuerzas policiales en 1977, que sufrió numerosos atentados durante los “años de plomo”, resultando en el criminal incendio de las instalaciones de su Teatro en 1984, que albergó figuras prominentes del pensamiento  brasilero, oxigenando la actividad intelectual en los trópicos, hoy se ve amenazada inquisitorialmente en su específica vitalidad.

Los firmantes, radicados en diversos países, manifiestan su solidaridad con los profesores acusados,  repudiando de forma vehemente el proceso en curso,  exigiendo, más allá de su inmediata suspensión, la retomada de las condiciones básicas para la investigación, la producción  y la libertad académica en la PUC-SP.


EN SOUTIEN AUX PROFESSEURS PERSÉCUTÉS PAR LA PUC-SP

Le Rectorat de l’Université Pontificale Catholique de São Paulo (PUC-SP) a décidé d’engager une procédure d’enquête contre les professeurs Peter Pál Pelbart, Yolanda Glória Gamboa Muñoz et Jonnefer Barbosa sous l’allégation suivante : ils auraient encouragé, soutenu et produit à l’Université un spectacle du metteur en scène de théâtre  Zé Celso Martinez. Ce spectacle eut lieu dans le cadre de la mobilisation des étudiants, des enseignants et du personnel administratif contre la nomination, au poste de Recteur, par le cardinal et archevêque de São Paulo D. Odilo Scherer, en novembre 2012, de la candidate arrivée en troisième place lors des élections à l’Université. Cette décision sans précédent contrevenait à l’esprit et aux procédures démocratiques en vigueur dans la première université brésilienne qui ait organisé des élections directes et paritaires pour le poste de recteur.

En rupture avec la tradition académique de la  PUC-SP en faveur de la défense inconditionnelle de la liberté d’expression, du pluralisme des idées, de l’indépendance de la recherche et de l’ouverture à la société, l’accusation met en avant une grave atteinte au « patrimoine moral et culturel » de l’institution et une « incitation des étudiants à l’indiscipline »  par les enseignants concernés.

L’assignation à comparaître des trois professeurs du département de philosophie devant une commission d’enquête à l’intitulé inquisitorial (Comissão Sindicante Processante Permanente), chargée d’instruire ce procès inique, manifeste la volonté de créer parmi les enseignants et les étudiants un climat d’intimidation, de peur et d’insécurité. C’est, de la part du Rectorat, le signe d’une orientation extrêmement préoccupante,  en contradiction avec le principe d’autonomie des universités et de liberté académique — ces deux valeurs essentielles chèrement conquises par la PUC-SP depuis la période la plus sombre de la dictature militaire et qui sont la condition même de son rayonnement intellectuel au Brésil et dans le monde.

Les signataires manifestent leur entière solidarité avec les enseignants mis en cause, leur refus du procès en cours et exigent, outre son immédiate suspension, le retour à la tradition d’indépendance et de liberté de l’Université Pontificale Catholique de São Paulo, indispensable à l’enseignement et à la recherche universitaires.


 IN SUPPORT OF THE PERSECUTED TEACHERS BY PUC-SP

The Provost’s Office of the Pontifical Catholic University of São Paulo opened an investigatory procedure against professors Peter Pál Pelbart, Yolanda Glória Gamboa Muñoz and Jonnefer Barbosa, under the allegation of having invited, envisaged, supported and advertised the theatre-performance staged in the University’s facilities in November 2012 by theatre director Zé Celso Martinez. At the time, students, professors and staff protested against Cardinal Don Odilo Scherer’s appointment as Provost of the candidate who was only third place in the election. In so doing, a democratic tradition of respect for the will of the majority was broken in what is historically the first Brazilian University to implement a direct and joint electoral process for the choice of its Provost.

The accusation being pursued is that the artistic performance acted against the “moral and cultural patrimony” of the institution and that in supporting it the three aforementioned professors stimulated indiscipline among the student population. In fact, the Pontifical Catholic University of São Paulo has as its legacy the unrestricted defense of democracy, the pluralism of ideas, free artistic expression, independent research and a vibrant connection with society. Proof of this was the political courage of Cardinal D. Paulo Evaristo Arns, who, during the civil-military dictatorship that Brazil endured from 1964 to 1985, welcomed many professors who had been banished from other universities, such as Bento Prado Jr., Florestan Fernandes, Octavio Ianni and José Arthur Giannotti, as well as students persecuted by the repressive apparatus of the dictatorial regime or expelled from Brazilian public universities for political reasons.

The summoning of the three professors of Philosophy is a clear attempt to create an atmosphere of intimidation, fear and insecurity among academic staff and students. The accusation is, at its basis, a clear authoritarian gesture aimed at stifling the liberty of initiative and of expression within the University, signalling a disquieting reality at odds with the academic autonomy historically woven into the fabric of the PUC-SP.

In establishing, on an official basis, the Permanent Prosecuting Inquiry Commission, which is responsible for this administrative process, the Provost’s Office has decided in favor of an inquisitorial logic incompatible with Brazilian democracy, not to mention the winds of change presently blowing through the Vatican. The University which was a vigorous bastion of resistance against the dictatorship; which, for this very reason, was invaded by the police in 1977; which suffered various attacks during the ‘Years of Lead’, such as the criminal act in which its theatre was set on fire and destroyed in 1984; which gave refuge to prominent figures of Brazilian thought-production, refreshing intellectual production in the tropics – it is this very University that now sees itself vitality threatened from within.

We, the undersigned, living in various countries, manifest our solidarity with the accused professors, our outright condemnation of the administrative process under way, and demand not only its immediate cessation, but also the reestablishment of the basic conditions for research, thought-production and academic freedom at the Pontifical Catholic University of São Paulo.

Antonio Negri, Filósofo, Paris –Tarso Genro, Governador do Estado do Rio Grande do Sul, – Marilena Chauí, Professora de Filosofia Política e História da Filosofia na USP, – Marcelo Araújo, Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, – Paulo Vanucchi, Membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), – Maria Rita Kehl, Psicanalista, integrante da Comissão Nacional da Verdade, –Jacques Rancière, Professor emérito da Université Paris 8, – Rogério Sottilli, Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Cidade de São Paulo, – Etienne Balibar, Professor emérito de Filosofia, Université de Paris-Ouest Nanterre, – Chantal Mouffe, Professora de Teoria Política, University of Westminster, London, – Paulo Teixeira, Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, – Danilo Santos de Miranda, Diretor do Departamento Regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) no Estado de São Paulo, –  Tomie Ohtake, Artista plástica, São Paulo, – Renato Janine Ribeiro, Professor de Ética e Filosofia Política, FFLCH, USP, –Eduardo Viveiros de Castro, Antropólogo, professor no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, – Claude Imbert, Professora emérita da École Normale Supérieure, Paris, – José Gil, Filósofo e escritor, professor aposentado da Universidade Nova de Lisboa, – José Miguel Wisnik, Compositor, músico, professor aposentado na FFLCH-USP, – Raymond Bellour, Teórico do cinema, diretor de pesquisa emérito do CNRS, Paris, – Catherine David, Diretora adjunta do Musée National d´Art Moderne Centre Georges Pompidou; ex-curadora da X Documenta de Kassel, – Manuel Borja-Villel, Diretor do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía. Madrid, – Peter Weibel, Diretor do ZKM – Zentrum fuer Kunst und Medientechnologie, Karlsruhe, – Guy Brett, Honorary Professor, The University of the Arts, London, – Yves Alain-Bois, Professor no Institute for Advanced Study, Princeton University, – Eric Alliez, Professor de Filosofia e Criações Contemporâneas em Arte, Paris 8, – Brian Massumi, Professor no Departamento de Ciências da Comunicação na Université de Montreal, –David Lapoujade, Professor de Filosofia em Paris 1,  Sorbonne, –Michael Hardt, Professor na Duke University, Durham, –Maurizio Lazzarato, Sociólogo e filósofo independente, Paris, – Franco Berardi (Bifo), Ativista e professor de História da Comunicação na Academia de Belas Artes em Milão, – François Dosse, Professor de História, EHESS, Paris, – Michèle Riot-Sarcey, Professora de História, Paris 8, – Beatriz Preciado, Diretora de Pesquisa no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, – Barbara Glowczewski, Antropóloga, pesquisadora no CNRS, EHESS, Paris, – Anne Querrien, Pesquisadora, urbanista, codiretora da Revue Multitudes, – Kuniichi Uno, Professor de Literatura na Rikkyo University, Tokyo, – John Rajchman, Professor no Departamento de História da Arte da Columbia University, Nova York, – Roberto Machado, Professor titular no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, – Celso Favaretto – Professor Associado aposentado FE, USP, – Leon Kossovitch – Professor no Departamento de Filosofia, FFLCH, USP, – João Adolfo Hansen, Professor titular aposentado na FFLCH-USP, prof. Unifesp-Guarulhos, – Otília Beatriz Fiori Arantes – Professora aposentada FFLCH/FAU -USP, – Ricardo Musse – Professor de Sociologia, FFLCH-USP, – Christian Dunker, Psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia -USP, – Olgária Matos, Professora titular aposenta da FFLCH-USP e profa. na UNIFESP-Guarulhos, – Urias Arantes, Professor aposentado, Strasbourg, França, –Helen E. Mundler, Professora na Université de Paris-Est Créteil UPEC, – Teixeira Coelho, Professor titular aposentado ECA-USP. Curador-coordenador do MASP, – Francisco Foot Hardman, Professor titular IEL-Unicamp, – Osvaldo Giacóia Jr, Professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, – Vladimir Safatle, Professor no Departamento de Filosofia FFLCH, USP, –Scarlett Marton – Professora aposentada da FFLCH, USP, – Luiz B. L. Orlandi – Professor aposentado do IFCH, Unicamp, – Laymert Garcia dos Santos – Professor titular aposentado da Unicamp e Ex-Professor da PUC-SP, – Stella Senra – Ex-Professora da PUC-SP, – Giuseppe Cocco – Cientista político, professor da Escola de Serviço Social da UFRJ, coordenador do Programa Escola de Políticas Públicas e Governo, – Raquel Rolnik – Professora da FAU, USP, ex-relatora de Direito de Habitação da ONU, – Sandro Mezzadra – Cientista social, Bolonha, – Ernani Chaves, Professor da Faculdade de Filosofia da UFPA. Pesquisador do CNPQ. Ex-aluno da PUC, – Marcos Nobre, UNICAMP, Pesquisador do CNPQ, Membro do Comitê Assessor de Filosofia do CNPQ, – Antonio Carlos dos Santos, UFS, coordenador do programa de Pós-Graduação (mestrado) em Filosofia da UFS, – Marco Zingano, USP, Pesquisador do CNPQ, Membro do Comitê Assessor de Filosofia no CNPQ, – João Carlos Salles, UFBA, Pesquisador do CNPQ,  Reitor Eleito da UFBA, ex-Presidente da ANPOF, – Antonio Edimilson Paschoal, UFPR, Pesquisador do CNPQ, ex-aluno da PUC/SP, – Vinicius Berlendes de Figueiredo, UFPR, Pesquisador do CNPQ, Ex-Presidente da ANPOF, –Edgar Marques, UERJ, Pesquisador do CNPQ, Membro do Comitê Assessor de Filosofia do CNPQ e ex-Presidente da ANPOF, – Henry Burnett, UNIFESP, Pesquisador do CNPQ, – Cesar Candiotto, PUC/PR, Pesquisador do CNPQ, ex-aluno da PUC/SP, – Heloisa Fernandes, Socióloga, professora da USP, – Agnaldo dos Santos, Sociólogo, professor de Economia Política na Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília, Unesp, – Glauco Arbix – Professor de Sociologia na FFLCH-USP, presidente da FINEP, – Iná Camargo Costa, Professora na  FFLCH-USP, – Homero Santiago – Professor do Departamento de Filosofia – FFLCH – USP, – Luiz Renato Martins,  Professor na ECA-USP – Ricardo N. Fabbrini – Professor de Filosofia na FFLCH -USP, – Marcio Goldman – Antropólogo, professor no Museu Nacional da Universidade  Federal do Rio de Janeiro, – André Duarte,  Professor da UFPR, – Boris Vargaftig – Professor aposentado do Instituto de Ciências Biomédicas, USP, – Olivier Abel – Professor de Filosofia e de Ética, Faculté Libre de Théologie Protestante, Paris, – Catherine Coquio – Professora de Literatura Comparada, Paris 8, presidente d’AIRCRIGE (Association Internationale de Recherches sur les Crimes et les Génocides), – Chaim Katz, Psicanalista, fundador da Formação Freudiana, Rio de Janeiro, – Joel Birman, Psicanalista, professor na UERJ e UFRJ, – Benilton Bezerra Jr. – Psicanalista, professor no Instituto de Medicina Social da UERJ, – Antonio Lancetti – Psicanalista, analista institucional, consultor do Ministério da Saúde, – Mauricio Porto, Psicanalista, professor do Curso de Especialização em Psicopatologia e Saúde Pública – NUPSI/USP, – Wilma Szarf Szwarc – Psiquiatra, psicanalista, coordenadora do CAPS UNIFESP, – Osvaldo Saidon, Psicanalista, analista institucional, Buenos Aires, – Joris De Bischopp, Psicanalista, trabalha na clínica de La Borde, França, – Michel Plon, Psicanalista, Paris, – Edson Luiz André de Sousa, Professor associado IP,  PPG-Psicanálise, PPG Artes, UFRGS, – Victória Grabois, Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, – Cecilia Coimbra – Psicóloga e Prof. da UFF e 1ª Vice-presidente do GTNM/RJ, – Johann Michel, Membro do Institut Universitaire de France, Professor de Sociologia, EHESS, Paris, – Irving Wohlfarth – Professor aposentado em literatura alemã, ensaista, Reims, – Antonia Birnbaum – Professora de Filosofia, Paris 8. – Catherine Perret, Professora de Estética e Teoria das Artes, Paris 8, –Jean-Marc Poinsot – Professeur émérite à l’université Rennes 2, – Rodrigo Castro Orellana – Departamento de Historia de la Filosofía, Universidad Complutense de Madrid, – Tomás Calvo-Martínez, Professor emérito da Universidad Complutense de Madrid, – Aurora Fernandez Polanco – Professor Universidad Complutense de Madrid and Chef de Project, – Peter Hallward – Centre for Research in Modern European Philosophy, Kingston University, London, – Peter Osborne, Professor no Centre for Research in Modern European Philosophy Kingston University, – Stella Sandford, Diretora do Department of Philosophy, Centre for Research in Modern European Philosophy Kingston University, – Ana Longoni, Profesora de la Universidad de Buenos Aires, investigadora de CONICET, Miembro fundador de Red Conceptualismos del Sur. Buenos Aires, – Paulo Sergio Duarte, professor-pesquisador da Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro, – André Parente, Professor da UFRJ e Artista (Rio de Janeiro), –Ivana Bentes, Professora e pesquisadora da Escola de Comunicação da UFRJ, – Martin Grossmann, Diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, – Luiz Camillo Osorio, Curador MAM-Rio e Professor PUC-Rio, – Ticio Escobar,  Ex ministro da Cultura do Paraguai, Director del Centro de Artes Visuales/Museo del Barro, Assunção, – Jorge Schwartz, Diretor Museu Lasar Segall / IBRAM / MinC, – Cuauhtémoc Medina González, Curador-chefe do Museo Universitario Arte Contemporáneo (MUAC), Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), Ciudad de México, – Ricardo Resende, Curador Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea Rio de Janeiro, – Cristina Freire, Vice-Diretora Museu de Arte Contemporânea, Universidade de São Paulo, – Annie Hourcade Sciou, Université de Rouen, France, – Martin Breaugh, Professor na York University (Canada), – Chiara Piazzesi, Professor na Université du Québec de Montréal (Canada), – Muriel Combes, Doutora em Filosofia, França, – Érik Bullot, Cineasta, professor na École Nationale Supérieure d’Art de Bourges, França, – Alejandra Riera, Cineasta, escritora, professora de cinema e práticas documentais na Ecole Supérieur Nationale de Beaux Arts de Bourges, – Walid Raad – Artist / Associate Professor, The Cooper Union, New York, NY US, – Andreas Maria Fohr – Artista, cineasta, Paris, – Carles Guerra, Curador independente, Madrid, – Christa Blümlinger, Professora de Arte, Filosofia e Estética no Departemento de Cinéma – Université Paris 8, – Tunga – Artista plástico, – Ricardo Basbaum – Artista plástico, professor na UERJ, – Guto Lacaz – desenhista,  – Laerte, cartunista, – Antonio Araújo, Encenador e pesquisador, fundador do Teatro da Vertigem, professor de Artes Cênicas na USP, diretor artístico da Mostra Internacioal de Teatro de São Paulo, – Milton Hatoum,  Escritor, São Paulo, – Silvia Fernandes, Crítica de teatro e professora de Artes Cênicas na USP, – Felipe Hirsch, Diretor de teatro, fundador da Sutil Compahia, –  Lenise Pinheiro, Fotógrafa, – Luciano Vinhosa Simões, Professor no Departamento de Arte da UFF, – Luiz Guilherme Vergara,  Professor no Departamento de Arte da UFF, – Márcio Seligmann-Silva, Professor no Instituto de Estudos da Linguagem, UNICAMP, – Eliane Robert Moraes,  Professora na FFLCH, USP, – Samuel Leon, Fundador da editora Iluminuras, São Paulo, – Alberto Martins,  Editor da 34, – Philippe Pignarre, – editor, diretor da coleção Les empecheurs de penser en rond , Ed. du Seuil e depois Edition de la Decouverte, – Sandra Alvarez de Toledo –  Crítica e pesquisadora, diretora da editora L´arachnéen, Paris, – Ricardo Muniz Fernandes, Produtor Cultural, coeditor da n-1 edições, – Paulo Sergio de Carvalho,  Presidente da Escola Nacional de Administração Pública, – Ricardo Ohtake, Diretor-geral do Instituto Tomie Ohtake, ex-Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, – Ruy Ohtake, Arquiteto, São Paulo, Livio Tragtenberg, Músico e compositor, São Paulo, – Moacir dos Anjos,Pesquisador, ex-curador da 29 Bienal de São Paulo, – André Lepecki, Curador e crítico, professor em Performance Studies na Tisch School of the Arts na New York University, – Antonio J. Traverso – Professor no Department of Film, Television and Screen Arts, Curtin University, – Corinne Diserens, Diretora da École Supérieure des Arts (erg), Bruxelas, – Pascale Cassagnau, Historiadora da arte, crítica de arte, Paris, – François Deck, Artista plástico, professor na École Supérieure d’Art de Grenoble, França, – Miriam Chnaiderman, Psicanalista e cineasta, São Paulo, – Reinaldo Pinheiro, Cineasta, São Paulo – Eliane Caffé,  Cineasta, São Paulo, – Jacques Kebadian, cineasta, Paris, – Vera Mantero, Coreógrafa e dançarina, prêmio Gulbenkian, Lisboa, – Diogo Sardinha, Presidente da Assembleia colegial do Collège International de Philosophie, Paris, – Christian Laval, Diretor de programa do Collège International de Philosophie e Professor de Sociologie na Université Paris Ouest Nanterre, – Julie Henry, Diretora de programa do Collège International de Philosophie, – Gilles Barroux, Diretor de programa do Collège International de Philosophie, – Ana Kiffer, Professora associada da PUC-RIO e antiga diretora de programa do Collège International de Philosophie, – Stéphane Pujol, Université de Paris-Ouest Nanterre, diretor de programa do Collège International de Philosophie, – Franck Jedrezejewski, Diretor de programa do Collège International de Philosophie, – Fernando Santoro, Diretor de programa do Collège International de Philosophie, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRJ, – Patrice Vermeren, Diretor do Departament de Philosophie Université Paris 8- Saint Denis, – Eric Lecerf, Diretor da seção Arts, Philosophie et Esthétique na Université Paris 8 , Saint-Denis, – Etienne Tassin, Professor de filosofia política, Sciences sociales, Université Paris-Diderot, – Philippe Nys, Departement d´Arts Plastiques, Université de Paris 8, – Patrick Vauday, Professor no Département de philosophie – Université Paris 8, – Eric Guichard, Professor na École Nationale Supérieure des Sciences de l’Information et des Bibliothèques, – Stéphane Douailler, Professor no Département de Philosophie, Université Paris 8, – Margareth Rago, Professora de História na Unicamp, – Edgardo Castro, professor titular da Universidad de San Martín, Argentina, – George Varghese K, Manipal Centre for Philosophy and Humanities TMA Pai Planetarium Complex Manipal University, India, – Alessandro Pinzani, professor do Departamento de Filosofia da UFSC, – Raul Antelo – Professor titular de Teoria Literária da UFSC, – Adriano Correia – Diretor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal de Goiás, – Clóvis Gruner – Professor do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal do Paraná, – Jorge Davila – Universidade de Los Andes, Venezuela, – Célida Godina Herrera – FAAC- México, Jesús Rodolfo Santander Iracheta – BUAP- México, José Varguez y Ambrosio – Benemérita Universidade Autonoma de Puebla, México, – Lincoln Secco, FFLCH – USP, Livre Docente, – Osvaldo Coggiola, USP- FFLCH, – Emerson Freire, Professor na Faculdade de Tecnologia de Jundiaí – CEETEPS, – Osvaldo Javier López Ruiz – Pesquisador, Instituto de Cięncias Humanas Sociales y Ambientales (INCIHUSA), Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Argentina, – Carlos Eduardo Schmitd Capela, professor do departamento de Literatura da UFSC, – Pedro Peixoto Ferreira, Unicamp, – Andrea Cavalletti – filosofo, Università IUAV di Venezia, – Barbara Chitussi, Université de Genève, – Cécile Bourgade – Université Paris I Panthéon-Sorbonne, – Safaa Fathy – poetisa, cineastadiretora de programa do Collège International de Philosophie, – Cécile Yess – Artista plástica, França, – Filippo Del Lucchese, Diretor de programa do Collège International de Philosophie e professor da Brunel University Londres, – Carlos Lobo, Diretor de programa do Collège International de Philosophie, Lisboa, – José Luis Câmara Leme – Professor de Filosofia, Universidade Nova de Lisboa, – Mara Galli Fonseca, Professora e pesquisadora, UFRGS, – Rosane Azevedo Neves da Silva – UFRGS, Professora Associada, – Gislei Domingas Romanzini Lazzarotto, Professora Dpto Psicologia Social e Institucional – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, – Nadine Wanono, Pesquisadora no IMAF-CNRS-EPHE-EHESS-AMU-IRD-Paris I, Martin Mhando, Cineasta, editor do journal of African Cinemas, diretor do Zanzibar International Film Festival, – Caterina Pasqualino – Antropóloga, pesquisadora no CNRS, EHESS, Paris, – Olivier Schefer – Antropólogo, Paris I, Florent Perrier – Professor de Estética na Université Paris I Panthéon-Sorbonne, é pesquisador associado ao IMEC, – Suvendrini Perera, Professora de Estudos Culturais, Curtin University, Australia, – Craig Lundy, Professor na University of Wollongong, Australia, – Fabienne Martin,  Antropóloga, pesquisadora no CNRS, Université de Toulouse, – Alexandre Soucaille – Antropólogo, Université de Toulouse, França, – Joseph Pugliese, Pesquisador no Department of Media, Music, Communication and Cultural Studies na Macquarie University, Australia, – Karen O’Rourke– Artista e escritora, Professora na Université Paris 1, – Sofia Neuparth, Coreógrafa e dançarina, fundadora do CEM (Centro para o Estudo do Movimento), Lisboa, – Tamara Diaz Bringas, Pesquisadora e curadora independente, América Central, – Rodrigo Karmy, Professor da Universidade do Chile, Marcia Tiburi – Professora no PPG em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, – Carlos Contreras Guala, Professor do Departamenteo de Filosofia – Universidade do Chile, – Tania Rivera, Professora na Universidade Federal Fluminense UFF, – Marta M. Chagas de Carvalho, – Professora aposentada FEUSP. Profa na UNIFESP-Guarulhos, – Rubem M. Leão Rego, Professor aposentado no IFiCH-Unicamp, – Silvio D.O. Gallo, Professor na Faculdade de Educação da Unicamp, – Walquíria Leão Rego, Professora titular no IFICH-Unicamp, – Júlio Groppa Aquino, Professora na Faculdade de Educação-USP, – Edson Teles – Professor de Filosofia na Unifesp, – Vinícius Nicastro Honesko, Professor da UFPR, – Daniel Arruda Nascimento, Professor da  UFF, – Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli, Professora da UFPR, – Ivo da Silva Júnior, Professor de História da Filosofia na UNIFESP, – Jean Tible – Professor de Ciências Políticas, Fundação Santo André, – Elton Corbanezi – Doutorando em Sociologia, IFCH/Unicamp, – Antônio David – Filosofia/FFLCH, – Luiz Antônio Cintra, jornalista, – Luque Daltrozo – Produtor cultural, – Consuelo de Castro, Dramaturga, – António Vieira, Escritor português, Lisboa, – Lore Gablier, Curadora, Grenoble, – Maria José JustinoEMBRAP/UNESPAR, Escola de Música e Belas Artes da Universidade Estadual do Paraná, – Frederico Coelho, Professor do Departamento de Letras PUC-Rio, – Hermes da Fonseca, Professor do Departamento de Direito da FMU-SP, – Rafael Ferreira Filippin –Advogado ambientalista, – Iray Carone, Docente do IPUSP, dept de Psicologia da Aprendizagem, – Lilia ferreira Lobo, Professora do Programa de Pós de Psicologia da UFF, – Graciela Foglia, UNIFESP,  Maria Elizabeth Barros de Barros, Professora da UFES, – Anete Abramowicz, Professora Titular do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas Universidade Federal de São Carlos, –Cintia Vieira da Silva, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Filosofia, UFOP, – César Guimarães, FAFICH, UFMG, – Danielle Corpas, Ciência da Literatura, UFRJ, – Denilson Lopes, Professor Escola de Comunicação da UFRJ, – Ruy de Carvalho Rodrigues Junior, PPGFIL, UECE, – Eduardo Sterzi, Teoria Literária, UNICAMP, – Verônica Stigger, História da Arte, FAAP, – Maria José Guzmán,Faculdade de Educação, UESB, – Rosa Maria Dias, PPGFIL, UERJ, – Júlio Bressane, Cineasta, – Virgínia de Figueiredo, PPGFIL, UFMG, – Guido de Almeida, Professor Aposentado, PPGLM, UFRJ, – Marcelo Carvalho, PPGFIL, UNIFESP, Presidente da ANPOF, –Italo Moriconi, Instituto de Letras, UERJ, – Karl Erik Schollhammer,Letras, PUC-RJ, – Marcelo Jacques de Moraes, Letras, UFRJ, – Daniel Omar Perez, PPGFIL, UNICAMP, – João Camillo Pena, PPG Ciência da Literatura, UFRJ, – Adriano Naves de Brito, PPGFIL, UNISINOS, –

Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro

Movimento Nacional de Direitos Humanos

Conselho Regional de Psicologia de São Paulo

Associação Brasileira de Saúde Mental

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