Instituto Hemisférico de Performance e Política

Instituto Hemisférico de Performance e Política
Iniciativa Hemi de Estudantes de Pós Graduação (Hemi GSI) Quarta Convergência

Desestabilizando as Américas: Hospitalidades radicais e geografias íntimas
5-8 de outubro de 2017 | York University, Toronto, Ontario, Canadá

Chamada para co-coordenadores de grupos de trabalho e/ou workshops de praxis

Prazo1 de fevereiro de 2017

A convergência fala à interseção de múltiplas perspectivas, idéias e corpos – para uma confluência, um ponto de encontro, um encontro. Desestabilizando as Américas: Hospitalidades radicais e geografias íntimas é um convite para responder de forma crítica, estética e cinética à idéia de “espaço de encontro”––infletindo, como é, com histórias de assentamento, deslocamento e reassentamento em todas as Américas. Enquanto que hospitalidade invoca o conceito de relações centradas por encontros (solicitados) entre convidado-anfitrião/pessoa que se muda-pessoa que fica, hospitalidades radicais lida com a ética do agrupamento e sugere uma nova maneira de estar juntos que podem ser tanto utópica e politicamente generativa. Geografias íntimas destaca os domínios micropolíticos––corpos, espaços e relações––que informam e são informados por estruturas sociais e culturais. Desestabilizando sugere a ideia de um movimento, uma mudança de ser inerte para tornar-se um ser incompleto, sendo desafiado, estando desconfortável, mudando perspectivas, desaprendendo ou aprendendo novamente. Desestabilizando as Américas é, portanto, um convite a desestabilizar e a ser desestabilizado: avaliar os nossos próprios lugares em relação uns aos outros e dentro de nossas respectivas histórias coloniais.

No Canadá, essas histórias se tornaram particularmente relevantes em novembro de 2015, quando o governo anunciou o patrocínio de mais de 25 mil refugiados sírios ao país. As agências de imprensa internacionais descreveram a hospitalidade do Canadá como um contraste à retórica do medo e da paranóia que excluíram refugiados e imigrantes em outros lugares. No entanto, as recentes crises de suicídios em comunidades indígenas (“First Nations”) em todo o Canadá levantam questões importantes sobre o colonialismo de colonizadores canadenses e relacionalidades internacionais. Que gestos íntimos e espaços imaginativos têm a capacidade de gerar novas possibilidades políticas, redes alternativas de cuidado, ou transcender uma política como é? Como podemos gerar espaços que reconheçam histórias compartilhadas e conflituosas ao mesmo tempo em que se abre espaço para reestruturar relações institucionais, inter/intraculturais e coloniais? Como podemos nos opor aos crescentes movimentos isolacionistas/nacionalistas? Como as mobilidades migratórias e os discursos do multiculturalismo podem emergir e exacerbar as estruturas do colonialismo dos colonizadores? Como podemos desafiar institucionalismos (artísticos, ativistas, acadêmicos)? Desestabilizando as Américas: Hospitalidades radicais e geografias íntimas convida a reflexão sobre esses domínios de sobreposição e de diferença: como é que decretamos e combatemos as fronteiras íntimas da colonialidade e o que significa acolher/receber e ser acolhido/recebido nos espaços colonizados? O que significa se reunir em terras colonizadas? Convergência 2017 ocorrerá no fim de semana do Dia de Ação de Graças Canadense, Dia de Colombo e/ou Dia dos Povos Indígenas e marca um momento ideal para discutir e contestar a política de encontros.

Os organizadores da Convergência 2017 convidam os participantes interessados em um papel de liderança a se candidatarem a co-coordenar grupos de trabalho ou workshops de praxis focadas em tópicos específicos dentro do tema mais amplo da conferência. Os grupos de trabalho gerarão discussão e teorização através do compartilhamento de pesquisas acadêmicas. Workshops de praxis permitem discussão e desenvolvimento de idéias através de trabalhos práticos e artísticos. Os grupos que desejam combinar ambos também são incentivados––basta deixar claro no seu email de aplicação o que você deseja fazer e por quê. É esperado que todos os grupos colaborem (online) antes da Convergência e compartilhem seus resultados ao final do evento.

Possíveis tópicos de grupos de trabalho e workshops de praxis:

  • Feminismo e geografias íntimas
  • Desestabilizando a idéia de gênero: “two spirit performance”, espaços LGBTQ e políticas trans*
  • Micro-utopias: gestos íntimos, ativismo cotidiano e seus impactos nos movimentos de base
  • Espaços domésticos e habitacionais e suas histórias im/materiais
  • Cidadanias alternativas: representações de pertencer e não-pertencer
  • Hospitalidades que combatem o pânico transnacional em relação às mobilidades de migrantes e refugiados
  • Questões de relacionalidade e considerações sobre os aspectos mais que humanos
  • Desestabilizando a nós mesmos: práticas de desaprendizagem e desconhecimento crítico
  • Performance e deficiência: desestabilizando corpos, limites e acessibilidades
  • Coletividades experimentais, redes, colaborações e experiências digitais (sem corpos presentes)
  • Artes, pedagogias e ativismo descolonais
  • Ações radicais e íntimas que contrariam a homogeneização e o neoliberalismo da globalização (e da indústria da hospitalidade/turismo)
  • A política da memória: testemunho e reparação em relação aos traumas transgeneracionais e transfronteiriços; questões de reparação e reconciliação
  • As possibilidades desafiadoras de feriados e reuniões, bem como sistemas de alimentação e alimentos
  • Performance e as histórias da estética relacional

Estas são apenas algumas sugestões de muitos tópicos possíveis para grupos de trabalho. Os candidatos a cargos de coordenador podem optar por usá-los ou ir além deles em suas propostas de grupo de trabalho. Os coordenadores podem se candidatar como um grupo (interessado no mesmo tópico) ou individualmente. Co-coordenadores selecionados colaborarão com os organizadores da Convergência para desenvolver o tema, o formato, o tom e os objetivos de seus grupos de trabalho. Além de colaborar com professores mentores e participantes do grupo de trabalho nos meses anteriores a outubro de 2017, os co-coordenadores também desenvolverão agendas/horários e atividades fora do local do evento em Toronto com o apoio dos organizadores.

Para aplicar, por favor:

1. Forneça uma declaração de interesse (250 palavras) descrevendo seus interesses de pesquisa, bem como abordagem para os tópicos/temas em que você gostaria de trabalhar.

2. Forneça seu CV e um breve parágrafo (250 palavras) descrevendo sua experiência de liderança dentro de configurações artísticas/acadêmicas/ativistas.

3. Se você é um grupo propondo um grupo de trabalho ou workshop de praxis, por favor, também indique sua abordagem e suas expectativas com relação ao grupo de trabalho (300-500 palavras). Forneça detalhes sobre a estrutura do grupo de trabalho ou do workshop de praxis (por exemplo, como os participantes podem se conectar antes e durante a Convergência; os possíveis lugares em Toronto para visitar e como seu tempo na Convergência será usado).

4. Por fim, crie um documento PDF contendo todos os materiais descritos acima e envie-o por e-mail para: hemigsi@gmail.com com o assunto “Co-Convener Application”. Indique sua afiliação institucional, qual graduação/título você está seguindo, e qual é a sua fluência em inglês, francês, português e espanhol. Por favor nota que ressaltar que a fluência em vários idiomas NÃO é necessária para ser um co-coordenador.

Estados de devoção – Religião, Neoliberalismo, Biopolítica

emisferica 12.2: Call: States of Devotion | Convocatoria: Estados de devoción | Convocatória: Estados de devoção

Dear colleagues | Queridos colegas | Caros colegas:

emisférica invites the submission of scholarly essays, artist presentations, and reviews of books, performances, and films for its for its Winter 2016 issue “States of Devotion – Religion, Neoliberalism, Biopolitics.”

emisférica convoca a presentar ensayos académicos, presentaciones de artistas y reseñas de libros, performances y películas para su edición de invierno de 2016 titulada “Estados de  Devoción – Religión, Neoliberalismo, Biopolítica”.

emisférica solicita propostas de ensaios académicos, apresentações artísticas, bem como de resenhas de livros, filmes e “performances” para a edição Inverno 2016, entitulada “Estados de Devoção – Religião, Neoliberalismo, Biopolítica.”

Best regards | Saludos cordiales | Atenciosamente,

Ann Pellegrini (New York University) & Juan Marco Vaggione (Universidad de Córdoba)
Invited editors | Editores invitados | Editores convidados


States of Devotion – Religion, Neoliberalism, Biopolitics

In this issue, we seek to examine the increasingly convergent trajectories of religion, subjectivity, and the state in the wake of neoliberal regimes across the Americas. At a time when citizens have become too expensive for their states, to use Lauren Berlant’s sobering diagnosis, legal frameworks and social policy have increasingly moved towards regimes of governmentality that seek to control and manage bodies without assuming responsibility for them. In this context, religious discourses, practices, and institutions have acquired new modes of agency and taken on new roles as they have been mobilized to fill the vacuum left by a retreating or market-recalibrated state. The empowerment of religious actors as equal players in social, political, and economic life is happening even in ostensibly “lay” or “secular” states. Moreover, even in contexts where some of the most extreme forms of neoliberalization have been reversed, newly empowered religious actors are petitioning the state for forms of autonomy relative to otherwise applicable secular laws, as well as challenging the primacy of dominant religions. While the impact of these challenges can be observed across the sociopolitical field, nowhere have these been more central than in the arena of sexual and reproductive rights, and particularly around the question of abortion. The emergence of claims to religious exemptions and injuries to conscience, for example, have not only transformed the arena of judicial activism in the United States, but are also actively shaping political debates and strategies across Latin America. These strategies have been fueled, at least in part, by the success of social movements around the issue of marriage equality and other sexual rights across the hemisphere. At the same time, struggles for reproductive rights have either stagnated or suffered setbacks across the region, signaling a neoliberal politics of responsibilization, in the words of Ann Pellegrini, in which the right to the privatized management of well-being offered by the institution of marriage is extended to all citizens, while women’s sexual freedom and their right to control their bodies continue to be punished. This issue seeks to map the complex and changing intersections of religion and biopolitics across the Americas.

Themes of interest

  • Sex, religion, and the management of life
  • ‘Religionization’ and the changing landscapes of political power in the Americas
  • Rebranding of religion in neoliberal and post-neoliberal contexts
  • Neoliberal spiritualities
  • Shifting locations of religious authority and its implications for social movements and the law
  • Globalization of discourses on ‘religious freedom’ and the transnationalization of political strategies
  • Demands for religious exemptions and conscientious objection clauses
  • Critical perspectives on the opposition between ‘religious freedom’ and ‘equal rights’
  • Interactions and intersections between human rights and biopolitics
  • Belief, practice, and the location of conscience
  • Judicialization and de-judicialization as political strategies
  • Progressive religious actors and their alliances with social movements
  • Performance of grievance in such varied domains as the law, commerce, and the public sphere
  • The “Pope Francis effect”

emisférica accepts submissions in English, Spanish, and Portuguese. Please submit completed essays by October 1, 2015; advance queries and abstracts are most welcome. To submit multimedia presentations and reviews, please contact the editors with proposals not later thanSeptember 15, 2015, with texts and materials due October 15, 2015.

All contributions, proposals, and consultations should be sent to the editors athemi.ejournal@nyu.edu. Our guidelines and style sheet can be found at http://hemisphericinstitute.org/hemi/en/e112-participate


Estados de devoción – Religión, Neoliberalismo, Biopolítica

En esta edición, buscamos examinar las trayectorias cada vez más convergentes entre religión, subjetividad, y el Estado a raíz de los regímenes neoliberales en el continente americano. En una época en que los ciudadanos se han vuelto demasiado costosos para sus estados, utilizando el lúcido diagnóstico de Lauren Berlant, los marcos jurídicos y las políticas sociales se han movido cada vez más hacia los regímenes de gubernamentalidad que buscan controlar y gestionar los cuerpos sin asumir responsabilidad por ellos. En este contexto, los discursos, las prácticas y las instituciones religiosas ha adquirido nuevas formas de agencia y han asumido nuevas funciones a medida que se movilizan para llenar el vacío dejado por un Estado en retirada o recalibrado por el mercado. El empoderamiento del papel de los actores religiosos como participantes con igualdad de condiciones en la vida social, política y económica está ocurriendo incluso en estados supuestamente “laicos” o “seculares”. Incluso en contextos en los que algunas de las formas más extremas de neoliberalización han sido invertidas, actores religiosos le están pidiendo al Estado por nuevas formas de autonomía que de otra forma serían aplicables como leyes seculares, desafiando a la vez la primacía de las religiones dominantes. Si bien el impacto de estos desafíos se puede observar a través de todo el campo socio-político, en ninguna parte ha sido más central como en el ámbito de los derechos sexuales y reproductivos, en particular en torno a la cuestión del aborto. La aparición de los reclamos por las exenciones religiosas y por los daños a la conciencia religiosa, por ejemplo, no sólo han transformado el escenario del activismo judicial en los Estados Unidos, sino que también moldean activamente debates y estrategias políticas en toda América Latina. Estas estrategias se han impulsado, al menos en parte, gracias al éxito que han tenido en el hemisferio los movimientos sociales en torno a la cuestión de la igualdad en el matrimonio y a la promoción de otros derechos sexuales. Al mismo tiempo, las luchas por los derechos reproductivos se han estancado o bien sufrido reveses en toda la región, lo que indica, en palabras de Ann Pellegrini, una política neoliberal de responsabilización, en donde el derecho a la administración privatizada de bienestar ofrecido por la institución del matrimonio se extiende a todos los ciudadanos, mientras que la libertad sexual de las mujeres y su derecho a controlar sus cuerpos sigue siendo castigada. La presente edición busca trazar un mapa entre las complejas y cambiantes intersecciones de la religión y la biopolítica a lo largo de las Américas.

Temas de interés

  • Sexo, religión y la gestión de la vida
  • ‘Religionización’ y los paisajes cambiantes del poder político en América
  • El cambio de imagen de la religión en contextos neoliberales y posneoliberales
  • Espiritualidades neoliberales
  • La relocalización de la autoridad religiosa y sus implicancias para la ley y los movimientos sociales
  • La globalización de los discursos sobre la “libertad religiosa” y la transnacionalización de las estrategias políticas
  • Las demandas por las exenciones religiosas y las cláusulas de objeción de conciencia
  • Perspectivas críticas acerca de la oposición entre “libertad religiosa” e “igualdad de derechos”
  • La interacción y la intersección entre los derechos humanos y la biopolítica
  • Creencia, práctica, y la ubicación de la conciencia
  • Judicialización y des-judicialización como estrategias políticas
  • Actores religiosos progresistas y sus alianzas con los movimientos sociales
  • El performance de la queja en dominios variados como la ley, el comercio y la esfera pública
  • El “efecto Papa Francisco”

emisférica acepta entregas en inglés, español y portugués. Por favor, envíe sus ensayos finalizados hasta el 1 de octubre de 2015; consultas anticipadas y resúmenes son más que bienvenidos. Para enviar presentaciones multimedia y reseñas, por favor póngase en contacto con los editores con sus propuestas a más tardar el 15 de septiembre de 2015, con textos y materiales el 15 de octubre.

Todas las contribuciones, propuestas y consultas deben ser enviados a los editores ahemi.ejournal@nyu.edu. Nuestras directrices y hoja de estilos se pueden encontrar en http://hemisphericinstitute.org/hemi/es/e112-participate


Estados de devoção – Religião, Neoliberalismo, Biopolítica

Nesta edição, buscamos examinar as trajetórias cada vez mais convergentes da religião, da subjetividade e do estado após os regimes neoliberais nas Américas.  Em uma época em que os cidadãos tornaram-se demasiadamente caros para os seus estados, adotando o lúcido diagnóstico de Lauren Berlant, as estruturas jurídicas e a política social têm caminhado progressivamente rumo aos regimes de governamentalidade que buscam controlar e gerenciar entidades sem assumir responsabilidade por elas. Neste contexto, discursos, práticas e instituições religiosas adquiriram novos modos de agência e assumiram novos papéis à medida em que foram mobilizados para preencher o vácuo deixado por um estado em recuo ou recalibrado pelo mercado. O empoderamento de representantes religiosos em pé de igualdade na vida social, política e econômica vem ocorrendo até mesmo em estados ostensivamente “leigos” ou “seculares”. Além disso, mesmo nos contextos em que algumas das mais extremas formas de neoliberalização foram revertidas, representantes religiosos recentemente empoderados estão pleiteando do estado formas de autonomia em relação às leis seculares que seriam, caso contrário,  aplicáveis e também desafiando a primazia das religiões dominantes. O impacto desses desafios pode ser observado por todo o campo sociopolítico, mas é na arena sexual e dos direitos reprodutivos, particularmente no que tange à questão do aborto, que eles se fazem mais centrais. A emergência de reivindicações por isenções religiosas e danos à consciência, por exemplo, não apenas têm transformado a arena do ativismo jurídico nos Estados Unidos, mas vêm ativamente moldando os debates e as estratégias políticas por toda a América Latina. Essas estratégias têm sido fomentadas, ao menos em parte, pelo sucesso de movimentos sociais em torno da questão da igualdade matrimonial e outros direitos sexuais por todo o hemisfério. Ao mesmo tempo, batalhas por direitos reprodutivos têm estado estagnados ou sofrido retrocessos por toda a região, sinalizando uma política neoliberal de responsabilização, segundo Ann Pellegrini, em que o direito à administração privatizada do bem-estar oferecido pela instituição do casamento é extendida a todos os cidadãos, enquanto a liberdade sexual da mulher continua limitada e o seu direito de controle sobre o próprio corpo ainda é punido. Esta edição busca mapear as complexas e mutantes interseções entre a religião e a biopolítica por todas as Américas.
Temas de interesse

  • Sexo, religião e administração da vida
  • ‘Religionização’ e os mutantes cenários de poder político nas Américas
  • A nova imagem da religião em contextos neoliberais e pós-neoliberais
  • Espiritualidades neoliberais
  • A variável alocação da autoridade religiosa e suas implicações para os movimentos sociais e a legislação
  • A globalização dos discursos sobre ‘liberdade religiosa’ e a transnacionalização de estatégias políticas
  • As demandas por isenções religiosas e cláusulas de objeção de consciência
  • Perspectivas críticas sobre a distinção entre ‘liberdade religiosa’ e ‘direitos iguais’
  • A interação e a interseção entre os direitos humanos e a biopolítica
  • Crença, prática e sede da consciência
  • Judicialização e desjudicialização como estratégias políticas
  • Representantes religiosos progressivos e as suas alianças com os movimentos sociais
  • A performance de agravo em diversos campos, como a legislação, o comércio, a esfera pública
  • O “efeito Papa Francisco”

A emisférica aceita submissões em inglês, espanhol e português. Favor submeter ensaios completos até 1° de outubro de 2015; consultas e resumos são muito bem-vindos antes desta data. Para submeter apresentações em multimídia ou resenhas, favor entrar em contato com os editores e apresentar suas propostas no máximo até 15 de setembro de 2015. Os textos e materiais devem ser submetidos até o dia 15 de outubro.

Todas as contribuições, propostas e consultas devem ser enviadas para os editores através do correio eletrônico hemi.ejournal@nyu.edu. As nossas normas e diretrizes de estilo gráfico estão disponíveis na página http://hemisphericinstitute.org/hemi/pt/e112-participate

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Livro digital: VILLA GRIMALDI por Diana Taylor

The Hemispheric Institute is pleased to announce the publication of

Villa Grimaldi
by Diana Taylor

From 1973 to 1979, 4,500 people were tortured and 226 people permanently disappeared from Villa Grimaldi in Chile. This book takes the reader on several walks through Villa Grimaldi, and explores the many issues this site (and others like it) raise in terms of memory, history, place, performance, trauma, and political contestation. How does this site preserve, contest, alter, or reactivate memory? Whose memory? Who are these spaces for? What do they ask of us? How can sites, guided tours, audio tapes, video testimony, and digital books such as this one transmit a sense of what happened there, to them, and at the same time, engage ‘us’ as co-participants in the drama? The three visits to Villa Grimaldi staged in this book tell competing narratives of the relationship between place and memory.

Diana Taylor is the Director of the Hemispheric Institute and is University Professor and Professor of Performance Studies and Spanish at New York University.

Villa Grimaldi is available in English and Spanish. It was created by Typefold and developed inTOME.


El Instituto Hemisférico anuncia la publicación de

Villa Grimaldi
por Diana Taylor

Entre 1973 y 1979, 4,500 personas fueron torturadas y 226 fueron desaparecidas de Villa Grimaldi en Chile. Este libro lleva a la lectora en varias caminatas por Villa Grimaldi, y explora las numerosas preguntas que este sitio (y otros como este) levantan en relación a la memoria, la historia, el lugar, el performance, el trauma y la resistencia política. ¿Cómo este sitio preserva, refuta, altera o reactiva la memoria? ¿La memoria de quién? ¿Para quién son estos espacios? ¿Qué piden de nosotros? ¿En qué formas pueden estos sitios, las visitas guiadas, las narraciones grabadas, el video testimonio y libros digitales como este transmitir algún sentido de lo que ocurrió aquí, a ellos y ellas, y al mismo tiempo interpelarnos a ‘nosotras’ como co-participantes en este drama? Las tres visitas que se presentan en este libro narran poderosas historias sobre la relación entre el lugar y la memoria.

Diana Taylor es la Directora del Instituto Hemisférico y University Professor y Profesora de Estudios de Performance y Español en la Universidad de Nueva York.

Villa Grimaldi está disponible en inglés y en español. El libro fue creado por Typefold y desarrollado en la plataforma TOME.

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emisférica 12.1

emisférica 12.1, Caribbean Rasanblaj | Rasanblaj Caribeño | Rasanblaj Caribenho | Rasanblaj Caribéen | Rasanblaj Karayib

emisférica 12.1, “Caribbean Rasanblaj” — Double Issue
Editors: Gina Athena Ulysse with Marcial Godoy-Anativia and Jill Lane

Resist the impulse to translate, pronounce it first. Think consciously of the sound. Let the arch of the r roll over the ah that automatically depresses the tongue; allow the hiss in the s that will culminate at the front of the teeth to entice the jaw to drop for the an sound while un-smacking the lips will propel the bl surrounding the depressed ah again ending with j. Play with its contours. Know what this word feels like in your mouth. In Haitian Kreyòl. 3 syllables. Ra-San-Blaj.


emisférica 12.1, “Rasanblaj Caribeño” — Número doble
Editores: Gina Athena Ulysse con Marcial Godoy-Anativia y Jill Lane

Resista el impulso de traducirlo, pronúncielo primero. Piense conscientemente en el sonido. Deje que el arco de la r ruede sobre el ah que hace que se hunda la lengua automáticamente, permita que el sisear de la s culmine en los dientes frontales y seduzca a la mandíbula al caer para pronunciar el an mientras que los labios al separarse impulsan al bl que rodea una vez más a la depresión del ah para terminar con la j. Juegue con sus contornos. Familiarícese con como se siente la palabra en su boca. En Kreyole haitiano. Tres sílabas. Ra-San-Blaj.


emisférica 12.1, “Rasanblaj Caribenho — Edição dupla
Editores: Gina Athena Ulysse com Marcial Godoy-Anativia e Jill Lane

Resista ao impulso de traduzir, comece por pronunciar. Pense conscientemente no som. Deixe o arco do r rolar sobre o ah que automaticamente faz com que a língua pouse, permita que o silvo dos que culminará na frente dos dentes seduza o maxilar a relaxar num som an, ao mesmo tempo que o des estalar dos lábios impulsiona o bl que circunda o ah outra vez pousado e acabando no j. Jogue com os contornos. Sinta a sensação dessa palavra na sua boca. Em kreyòl haitiano. 3 sílabas. Ra-San-Blaj.


emisférica 12.1, “Rasanblaj Caribéen — Numéro double
Rédacteurs: Gina Athena Ulysse avec Marcial Godoy-Anativia et Jill Lane

Résistez à l’impulsion de traduire ce mot, prononcez-le d’abord. Pensez consciemment au son qu’il émet. Laissez l’arc du r rouler sur le ah qui, de manière automatique, engage la dépression de la langue, autorisez le sifflement du s qui culminera à l’avant des dents pour inciter la mâchoire à tomber pour prononcer le son an tout en dé-claquant les lèvres, ce qui propulsera le bl à l’orée de la dépression du ah de nouveau, en terminant par j. Jouez avec ses contours. Sachez ce que ce mot peut faire ressentir. Dans votre bouche. En Kreyòl haïtien. 3 syllabes. Ra-San-Blaj.


emisférica 12.1, “Rasanblaj Karayib” — Doub edisyon
Redaktè: Gina Athena Ulysse, Marcial Godoy-Anativia ak Jill Lane

Reziste kouri tradwi l, pwononse l anvan. Pran konsyans son yo. Kite son r la woule sou aa ki otomatikman fè lang ou desann, kite s la soufle jiskaske li rive devan dan yo ki fè machwa w vle desann, ouvri  pou son en an pandan lèv yo ap pouse ouvri pou son bl a ki antoure aa ankò jis li rive lan bout son a. Jwe ak kontou mo a. Santi mo sa a nan bouch ou. An Kreyòl. 3 silab. Ra-San-Blaj.


Hemispheric Institute
20 Cooper Square, 5th Floor
New York, NY 10003
www.hemisphericinstitute.org

Crossing Mexico – Instituto Hemisférico de Performance e Política

New York City Events: March 11-12, 2015

These paired conferences seek to enrich understandings of—and bring visibility to—the increasingly complex and violent processes that characterize contemporary Mexican and Central American migration north.

From the violent population displacements in Central America and countless migrant deaths and disappearances in Mexico, to the for-profit detention and deportation regime in the United States, the entire migratory formation has been enveloped by a human rights catastrophe of unprecedented proportions. The conference will convene scholars, artists, and activists to share work and experiences in order to imagine pathways for action.

Click here to view and download conference schedules.

Scroll down for event times and locations for March 11–12 in New York City.


Wednesday, March 11
2:00–7:00 pm
The New School
Tishman Auditorium, Room U100

University Center
63 Fifth Avenue
New York, NY 10003 (Click for map)

2:00–2:15 pm | OPENING REMARKS
Diana Taylor, Pablo Domínguez, Melissa Amezcua, and Marcial Godoy-Anativia

2:15–3:30 pm | REMAINS, JUSTICE, AND MEMORY / RESTOS, JUSTICIA Y MEMORIA
Marta Sánchez Soler (Movimiento Migrante Mesoamericano); Aldo Ledón (Voces Mesoamericanas); and Diana Taylor (New York University)
Moderator: Pablo Domínguez (Princeton University)

3:30–3:45 pm | BREAK

3:45–5:00 pm | THE RIGHT TO HUMAN RIGHTS / EL DERECHO A LOS DERECHOS HUMANOS
Ayten Gündoğdu (Barnard College); Amy Gottlieb (American Friends Service Committee); andMichael Evans (National Security Archive)
Moderator: Alexandra Délano (The New School)

5:00–5:15 pm | BREAK

5:15–6:15 pm | KEYNOTE
Los migrantes que no importan: el viaje de los indocumentados antes de llegar a Estados Unidos” / “The Migrants That Do Not Matter: The Journey of the Undocumented Before Arriving to the United States”
Óscar Martínez (author, The Beast)
Moderator: Marcial Godoy-Anativia (New York University)

6:15–7:00 pm | RECEPTION


Thursday, March 12
10:00 am–6:00 pm

New York University
20 Cooper Square, 7th Floor
New York, NY 10003 (Click for map)

10:00–10:15 am | OPENING REMARKS

10:15–11:30 am | VISIBLE DOCUMENTS / DOCUMENTOS VISIBLES
Jorge Durand (Universidad de Guadalajara); Pablo Domínguez (Princeton University); andChristina L. Sisk (University of Houston)
Moderator: Jorge Romero León (The New School)

11:45 am–1:00 pm | MIGRATING VIOLENCIAS—FROM CIUDAD JUAREZ TO AYOTZINAPA /VIOLENCIAS MIGRATORIAS—DE CIUDAD JUAREZ A AYOTZINAPA
Rita Segato (University of Brasília); María Josefina Saldaña-Portillo (New York University); andRossana Reguillo (ITESO, Guadalajara)
Moderator: Melissa Amezcua (The New School)

1:00–2:30 pm | LUNCH

2:30–4:00 pm | MAKING THE ROADS: PERSPECTIVES FROM ACTIVISTS IN NYC / HACIENDO CAMINOS: PERSPECTIVAS DE ACTIVISTAS EN NYC
Benito Bravo (Ballet Folklórico Quetzalcoatl); Bianey García (Make The Road New York); Carla García (Organización Fraternal Negra Hondureña); Cinthya Santos Briones (anthropologist & organizer); Librada Paz (Rural and Migrant Ministry); and Maria Lezama (NY Communities for Change)
Moderators: Kalina Brabeck (Rhode Island College) & Juan Carlos Ruíz (New Sanctuary Movement)

4:15–5:15 pm | PLENARY DISCUSSION

5:30–6:30 pm | OPENING & RECEPTION: PERDIDOS Y ENCONTRADOS / LOST AND FOUND
An exhibition of photographs by Moysés Zúñiga

Hemispheric Institute of Performance & Politics
20 Cooper Square, 5th Floor
New York, NY 10003 (Click for map)

6:30–8:30 pm | FILM SCREENING: LA JAULA DE ORO THE GOLDEN DREAM 
Directed by Diego Quemada-Díez (2013)
Run time: 108 minutes


Please click here for conference updates and livestreaming information.

These events are free and open to the public. The presentations will be in English or Spanish, with simulataneous interpretation provided. All conference venues are wheelchair accessible.

Photo: Moysés Zúñiga

Performance Navios no SESC Pompéia

navios14
Jogo de dança que se propõe a desenhar o espaço a partir da ligação entre os performers, o SESC Pompeia recebe a performance Navios. Criada em 2014 na cidade de Santos, a performance faz agora sua estreia em São Paulo com a colaboração de artistas das duas cidades.

Com criação, direção e concepção da bailarina, pesquisadora e docente da UNIFESP Marina Guzzo, o jogo de ocupação se inspira no conceito de Michel Foucault sobre as heterotopias: “lugares absolutamente diferentes: lugares que se opõem a todos os outros, destinados, de certo modo, a apagá-los, neutralizá-los ou purificá-los (…)”.

A partir dessa ideia e em uma pesquisa realizada no Laboratório Corpo e Arte da UNIFESP – Campus Baixada Santista, a proposta da performance é criar cartografias dançadas em espaços abandonados ou plataformas esquecidas: ali onde a memória e o sentido parecem ter sido arruinados.

A performance fica em cartaz de 23 a 25 de janeiro.

From idanca.net

4º Seminário de Pesquisas em Andamento (SPA) – PPGAC/USP

O PPGAC da USP convida os pesquisadores das Artes Cênicas (e áreas afins), com pesquisas em andamento ou concluídas entre os anos de 2013 e 2014, a participarem do 4º Seminário de Pesquisas em Andamento (SPA), organizado pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo.
 
O encontro ocorrerá nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2014, na cidade de São Paulo, e contará com palestras de convidados e apresentações dos trabalhos selecionados (nas modalidades comunicação oral edemonstração técnica). Os resumos expandidos serão publicados nos Anais do seminário, em meio impresso e online.
 
Com o SPA esperamos contribuir para a ampliação dos espaços de compartilhamento e troca de experiências entre os pesquisadores das Artes Cênicas. Participe!
 
Prazo para para submissões de propostas: até 1º SETEMBRO
 
 

10ª edição da mostra de performance arte verbo

A fim de discutir questões relacionadas às práticas de documentação e registro de ações e de performances, de 15 de julho a 9 de agosto, a Galeria Vermelho em São Paulo, recebe a 10ª edição da Mostra de Performance Arte VERBO. Criada em 2005 pela Galeria, a mostra conta com ações de artistas brasileiros e estrangeiros.

Além das performances, a programação conta também com uma exposição de fotos e vídeos, uma mostra de filmes e a terceira edição do Seminário Verbo Conjugado. Mediado pelo diretor artístico da mostra, Marcos Gallon, sua proposta é estabelecer um campo de discussão sobre questões atuais no campo da performance e gerar textos para reflexão através da publicação de transcrições desses encontros, respondendo assim à falta de literatura sobre o tema no Brasil.

Para esta edição, foram selecionadas performances com o objetivo de apresentar ao público um panorama acerca das questões e dos procedimentos que integram o léxico dos artistas que se dedicam à performance na atualidade. Ao registrar ações e performances, a fotografia e o vídeo tornam perenes projetos transitórios e ocupam o lugar intermediário entre a obra e sua documentação, questionando, assim, o papel das instituições e suas práticas, ao misturarem categorias como obra e documento.

As obras apresentadas na exposição que acompanham a VERBO 2014 foram criadas para câmeras fotográficas ou de vídeo como objetos autônomos, tangíveis no espaço e no tempo. São registros de algo já ocorrido que, em sua efemeridade, permanecem como testemunho de processos realizados por artistas na intimidade do ateliê ou em espaços públicos.

Confira mais detalhes da programação em www.galeriavermelho.com.br/pt/verbo

Foto: Objects of desire – Nina Wijnmaalen

From idanca.net

Articulações – Mundos Possíveis / Recife

PALAVRANDO - Recife. (photo credit Joaquim Castro

Articulações – Mundos Possíveis é a segunda edição do Fórum de Artes Performativas que propõe uma experiência intensa de intercâmbio, criação e pesquisa artística. A programação inclui workshops teórico-práticos, seminários, debates e a apresentação de performances, que acontecerão de 25 a 30 de novembro de 2014, no Museu da Cidade do Recife no Forte das Cinco Pontas, em Recife – PE.

Ao reivindicar o espaço da experimentação e da interdisciplinaridade artística, o Fórum promoverá o encontro de artistas, teóricos e público em geral numa prática de imersão, interrogando pontos de vista e explorando potencialidades poético-políticas.

Articulações – Mundos Possíveis se desdobrará em três eixos complementares:

  1. Oficinas prático-teóricas
  2. Seminários e debates
  3. Apresentação de performances

Durante uma semana, atravessaremos diferentes aventuras criativas.
Nos períodos da manhã, alternaremos entre dois workshops de composição teórico-práticos; nos turnos da tarde, teremos apresentação de seminários em torno de práticas artísticas e políticas da subjetividade, seguidos de debates. E, em momentos pontuais, teremos performances abertas ao público.

MUNDOS POSSÍVEIS – Nesta edição, Articulações busca refletir sobre as possibilidades de composição e transformação de perspectivas para a realidade através da arte. Em que medidas a prática performativa se desdobra e mobiliza formas de vida? De que maneiras a arte manifesta o estado do mundo?

Possibilidades de (re)invenção da cena, do corpo e da comunidade. Exploração de diferentes modos de linguagem. Interconexão entre o sensual e o conceitual. O desejo como conhecimento. Articulações – Mundos Possíveis é um convite, um gesto e uma pergunta.

Oficinas prático-teóricas

Performar. Um workshop em ação
De 28 a 30/11/14 – 9h às 12h

Proponentes: Eleonora Fabião (Professora Adjunta, Curso de Direção Teatral, Escola de Comunicação, UFRJ) e André Lepecki (Associate Professor, Dept. of Performance Studies, NYU)
Este workshop pretende abordar alguns dos temas que, no momento, inquieta-nos enquanto criadores, trabalhando na convergência das áreas da performance, da dança, do teatro e da teoria da performance.

Interessa-nos pensar conjuntamente sobre a urgência da performance e sua contribuição para uma ação estética simultaneamente acutilante e ponderada sobre o que nos cerca. Por via de uma série de experimentações corporais, dramatúrgicas e plásticas propomos conhecer e explorar o ato performático enquanto ato sutil e potente, onde o corpo atento do performer negocia e embaraça abstração e concretude, representação e presença, materialidade e imaterialidade.

Como adequar nossas práticas artísticas a uma “política performativa” criticamente atenta aos seus modos de atuação no mundo?

O workshop abordará estes temas por via de um trabalho específico sobre o corpo enquanto campo de forças em permanente estado de mutação e multiplicação. Corpo social, corpo linguístico, corpo imaginante, corpo filosófico, corpo atento, corpo receptivo, corpo histórico, corpo acidentado, corpo paradoxal, corpo muitos.

Por via de uma série de práticas baseadas na tradição da performance art, investigaremos coletivamente de que modo o performer pode descobrir, produzir, e atuar tal corpo maleável e atento. Paralelamente às práticas, analisaremos, leremos e discutiremos algumas obras-chave para a teoria da performance dos últimos 40 anos.

Eleonora Fabião é performer e teórica da performance. Professora da graduação e pós-graduação em Artes Cênicas da UFRJ, é doutora em Estudos da Performance (New York University). Desde 2008 performa nas ruas do Rio de Janeiro e variados centros urbanos. Suas ações investigam poéticas e políticas do encontro e da precariedade. Em 2011 recebeu o prêmio Funarte Artes na Rua. Instituições onde lecionou recentemente incluem: Pós-Graduação em Estudos da Performance (New York University), Departamento de Estudos do Teatro (Freie Universität Berlin), Norwegian Theatre Academy, Departamento de Artes do Movimento (IUNA Buenos Aires) e SP Escola de Teatro (São Paulo).

André Lepecki é Associate Professor no Department of Performance Studies, New York University e Research Professor na Stockholm University of the Arts. Doutor pela New York University é curador e ensaista. Autor de Exhausting Dance: Performance and the Politics of Movement (traduzido atualmente em 9 línguas). Coordenador editorial de Of the Presence of the Body, The Senses in Performance (com Sally Banes) Planes of Composition (com Jenn Joy, 2009) e Dance. Curador-chefe do Festival IN TRANSIT em 2008 e 2009, na Haus der Kulturen der Welt, Berlin. Co-curador e diretor do re-enactment autorizado de 18 Happenings in 6 Parts de Allan Kaprow, Haus der Künst, Munique, com o qual recebeu o prémio “Best Performance 2008″ da Association Internationale de Critiques d’Art (AICA-USA). Co-curador do arquivo interativo Dance and Visual Arts since the 1960s, para exposição Move, na Hayward Gallery, Londres. Palestrante convidado na Princeton University, Brown University, Universidade de Basel, Freie Universität, Museo Reina Sofia, MACBA, MoMA, UFRJ, UFSC entre outras instituições nos EUA, Europa e Brasil.

Composição em Movimento
De 25 a 27/11/14 – 8h às 13h

Proponente: João Lima (coreógrafo e intérprete independente)
Este workshop propõe oferecer um espaço para praticar a reflexão e refletir a prática. Cada participante será convidado a experimentar, questionar, estimular e debater seus próprios trabalhos artísticos em seus diferentes estágios de criação.

Aqui o interesse situa-se na geração e desenvolvimento de materiais artísticos através de uma diversidade de estratégias criativas. Observaremos os trabalhos a partir de um olhar crítico e da análise de seus aspectos teóricos, estéticos e dramatúrgicos.
Daremos uma atenção especial à composição da cena em relação ao seu contexto histórico-social.

Este trabalho acontecerá de forma coletiva: como observar, ao mesmo, tempo, o outro, o espaço e a si mesmo?

Seminários e debates

De 25 a 29/11/14 – 14h às 17h

A Comissão Organizadora do Articulações – Mundos Possíveis selecionará oito (8) propostas de apresentação (teórica ou teórico prática) para conduzirem as discussões durante as 4 tardes do evento. (link para submissão de trabalhos).

Performance PALAVRANDO / Recife – Eleonora Fabião e André Lepecki
Dia 29/11/14 – 20h

PALAVRANDO investiga o ato de fala e o ato de escuta. Para cada lugar, a cada edição do projeto, são escolhidas palavras e ações específicas. Palavras e ações consideradas importantes naquele momento, naquela cidade, naquela circunstância. Diferentes edições de PALAVRANDO foram apresentadas em Berlin (Tanz im August, 2003; Tanz Kongress, 2006), Paris (Centre National de la Danse, 2005), Rio de Janeiro (Festival Panorama, 2006; Festival Atos de Fala, 2011), Fortaleza (Alpendre, 2010), Lisboa (Encontros de Estética, 2011), Graz (The Truth is Concrete, 2012), e São José do Rio Preto (FIT, 2012).

Concepção: Eleonora Fabião e André Lepecki
Textos: Eleonora Fabião e André Lepecki
Duração: 60 minutos

Convocatória e-misférica 11.2

e-misférica 11.2 – Rasanblaj caribenho
Editora convidada: Gina Athena Ulysse, Wesleyan University

Rasanblaj (s)

Resista ao impulso de traduzir, comece por pronunciar. Pense conscientemente no som. Deixe o arco do r rolar sobre o ah que automaticamente faz com que a língua pouse, permita que o silvo dos que culminará na frente dos dentes seduza o maxilar a relaxar num som an, ao mesmo tempo que o des estalar dos lábios impulsiona o bl que circunda o ah outra vez pousado e acabando no j. Jogue com os contornos. Sinta a sensação dessa palavra na sua boca. Em kreyòl haitiano. 3 sílabas. Ra-San-Blaj.

Definido como assembleia, compilação, alistamento, reagrupamento (de ideias, coisas, pessoas, espíritos. Por exemplo, fè yon rasanblaj, organizar um encontro, uma cerimónia, um protesto), a própria formação linguística de rasanblaj subverteu e resistiu à opressão colonial (M. Condé). << Considere que o Artigo 16 do Código Negro francês de 1685 proibia expressamente, em qualquer circunstância ou ocasião, a reunião de escravos de diferentes mestres>>. A sua etimologia e significações indexam as histórias através das quais emergiu.
Rasanblaj: Catalisador. Palavra chave. Método. Prática. Projeto.

Rasanblaj lança uma provocação de reconfigurar as práticas discursivas e expressivas no Caribe (e nas suas diásporas). Rasanblaj exige uma presença comunal do engajado ao radical, uma interatividade de base e não de cima para baixo. Tendo em conta a corporificação do visceral no estrutural, invoca o conhecimento do feminismo erótico de Audre Lorde na sua dimensão mais vasta, do político ao sensual e espiritual (M. Sheller). Chama-nos a pensar através da performance e da política caribenhas, reconhecendo as encruzilhadas não como destino mas como ponto de encontro a partir do qual se pode avançar. De fato, com a prova inequívoca de que o passado e o futuro existem no presente (C. L. R. James, M-R. Trouillot), rasanblaj não somente pressupõe desígnio e método como também oferece possibilidades de existência para outras modalidades e narrativas. Assim, permite-nos contemplar o performativo na subjetividade, no agenciamento, nas comunidades e na cidadania que constituem os futuros caribenhos (B. Meeks), com o Maravilhoso e as utopias imaginadas como realidades possíveis (S. Césaire, J. Muñoz). Afirmando se como um projeto explicitamente descolonial, rasanblaj exige que consideremos a amplitude limitada das estruturas segregadas a fim de explorar o que continua excluído nessa paisagem plena de vida, porém sobrecarregada com desigualdades e lembranças perigosas (M. J. Alexander).

Ensaios completos devem ser enviados até 15 de setembro de 2014; Consultas preliminares e resumos são bem vindos. Para propor apresentações e resenhas multimídia, favor contatar os coordenadores até 17 de agosto de 2014, devendo os textos e materiais ser entregues até 15 de setembro. Para esta edição, e-misférica aceitará propostas em inglês, espanhol, crioulo, francês e português. Todas as contribuições, propostas e consultas devem ser feitas aos coordenadores através do seguinte endereço: hemi.ejournal@nyu.edu. Os nossos parâmetros e regras de apresentação estão disponíveis no endereço: http://hemisphericinstitute.org/hemi/pt/participate