Instituto Hemisférico de Performance e Política

Instituto Hemisférico de Performance e Política
Iniciativa Hemi de Estudantes de Pós Graduação (Hemi GSI) Quarta Convergência

Desestabilizando as Américas: Hospitalidades radicais e geografias íntimas
5-8 de outubro de 2017 | York University, Toronto, Ontario, Canadá

Chamada para co-coordenadores de grupos de trabalho e/ou workshops de praxis

Prazo1 de fevereiro de 2017

A convergência fala à interseção de múltiplas perspectivas, idéias e corpos – para uma confluência, um ponto de encontro, um encontro. Desestabilizando as Américas: Hospitalidades radicais e geografias íntimas é um convite para responder de forma crítica, estética e cinética à idéia de “espaço de encontro”––infletindo, como é, com histórias de assentamento, deslocamento e reassentamento em todas as Américas. Enquanto que hospitalidade invoca o conceito de relações centradas por encontros (solicitados) entre convidado-anfitrião/pessoa que se muda-pessoa que fica, hospitalidades radicais lida com a ética do agrupamento e sugere uma nova maneira de estar juntos que podem ser tanto utópica e politicamente generativa. Geografias íntimas destaca os domínios micropolíticos––corpos, espaços e relações––que informam e são informados por estruturas sociais e culturais. Desestabilizando sugere a ideia de um movimento, uma mudança de ser inerte para tornar-se um ser incompleto, sendo desafiado, estando desconfortável, mudando perspectivas, desaprendendo ou aprendendo novamente. Desestabilizando as Américas é, portanto, um convite a desestabilizar e a ser desestabilizado: avaliar os nossos próprios lugares em relação uns aos outros e dentro de nossas respectivas histórias coloniais.

No Canadá, essas histórias se tornaram particularmente relevantes em novembro de 2015, quando o governo anunciou o patrocínio de mais de 25 mil refugiados sírios ao país. As agências de imprensa internacionais descreveram a hospitalidade do Canadá como um contraste à retórica do medo e da paranóia que excluíram refugiados e imigrantes em outros lugares. No entanto, as recentes crises de suicídios em comunidades indígenas (“First Nations”) em todo o Canadá levantam questões importantes sobre o colonialismo de colonizadores canadenses e relacionalidades internacionais. Que gestos íntimos e espaços imaginativos têm a capacidade de gerar novas possibilidades políticas, redes alternativas de cuidado, ou transcender uma política como é? Como podemos gerar espaços que reconheçam histórias compartilhadas e conflituosas ao mesmo tempo em que se abre espaço para reestruturar relações institucionais, inter/intraculturais e coloniais? Como podemos nos opor aos crescentes movimentos isolacionistas/nacionalistas? Como as mobilidades migratórias e os discursos do multiculturalismo podem emergir e exacerbar as estruturas do colonialismo dos colonizadores? Como podemos desafiar institucionalismos (artísticos, ativistas, acadêmicos)? Desestabilizando as Américas: Hospitalidades radicais e geografias íntimas convida a reflexão sobre esses domínios de sobreposição e de diferença: como é que decretamos e combatemos as fronteiras íntimas da colonialidade e o que significa acolher/receber e ser acolhido/recebido nos espaços colonizados? O que significa se reunir em terras colonizadas? Convergência 2017 ocorrerá no fim de semana do Dia de Ação de Graças Canadense, Dia de Colombo e/ou Dia dos Povos Indígenas e marca um momento ideal para discutir e contestar a política de encontros.

Os organizadores da Convergência 2017 convidam os participantes interessados em um papel de liderança a se candidatarem a co-coordenar grupos de trabalho ou workshops de praxis focadas em tópicos específicos dentro do tema mais amplo da conferência. Os grupos de trabalho gerarão discussão e teorização através do compartilhamento de pesquisas acadêmicas. Workshops de praxis permitem discussão e desenvolvimento de idéias através de trabalhos práticos e artísticos. Os grupos que desejam combinar ambos também são incentivados––basta deixar claro no seu email de aplicação o que você deseja fazer e por quê. É esperado que todos os grupos colaborem (online) antes da Convergência e compartilhem seus resultados ao final do evento.

Possíveis tópicos de grupos de trabalho e workshops de praxis:

  • Feminismo e geografias íntimas
  • Desestabilizando a idéia de gênero: “two spirit performance”, espaços LGBTQ e políticas trans*
  • Micro-utopias: gestos íntimos, ativismo cotidiano e seus impactos nos movimentos de base
  • Espaços domésticos e habitacionais e suas histórias im/materiais
  • Cidadanias alternativas: representações de pertencer e não-pertencer
  • Hospitalidades que combatem o pânico transnacional em relação às mobilidades de migrantes e refugiados
  • Questões de relacionalidade e considerações sobre os aspectos mais que humanos
  • Desestabilizando a nós mesmos: práticas de desaprendizagem e desconhecimento crítico
  • Performance e deficiência: desestabilizando corpos, limites e acessibilidades
  • Coletividades experimentais, redes, colaborações e experiências digitais (sem corpos presentes)
  • Artes, pedagogias e ativismo descolonais
  • Ações radicais e íntimas que contrariam a homogeneização e o neoliberalismo da globalização (e da indústria da hospitalidade/turismo)
  • A política da memória: testemunho e reparação em relação aos traumas transgeneracionais e transfronteiriços; questões de reparação e reconciliação
  • As possibilidades desafiadoras de feriados e reuniões, bem como sistemas de alimentação e alimentos
  • Performance e as histórias da estética relacional

Estas são apenas algumas sugestões de muitos tópicos possíveis para grupos de trabalho. Os candidatos a cargos de coordenador podem optar por usá-los ou ir além deles em suas propostas de grupo de trabalho. Os coordenadores podem se candidatar como um grupo (interessado no mesmo tópico) ou individualmente. Co-coordenadores selecionados colaborarão com os organizadores da Convergência para desenvolver o tema, o formato, o tom e os objetivos de seus grupos de trabalho. Além de colaborar com professores mentores e participantes do grupo de trabalho nos meses anteriores a outubro de 2017, os co-coordenadores também desenvolverão agendas/horários e atividades fora do local do evento em Toronto com o apoio dos organizadores.

Para aplicar, por favor:

1. Forneça uma declaração de interesse (250 palavras) descrevendo seus interesses de pesquisa, bem como abordagem para os tópicos/temas em que você gostaria de trabalhar.

2. Forneça seu CV e um breve parágrafo (250 palavras) descrevendo sua experiência de liderança dentro de configurações artísticas/acadêmicas/ativistas.

3. Se você é um grupo propondo um grupo de trabalho ou workshop de praxis, por favor, também indique sua abordagem e suas expectativas com relação ao grupo de trabalho (300-500 palavras). Forneça detalhes sobre a estrutura do grupo de trabalho ou do workshop de praxis (por exemplo, como os participantes podem se conectar antes e durante a Convergência; os possíveis lugares em Toronto para visitar e como seu tempo na Convergência será usado).

4. Por fim, crie um documento PDF contendo todos os materiais descritos acima e envie-o por e-mail para: hemigsi@gmail.com com o assunto “Co-Convener Application”. Indique sua afiliação institucional, qual graduação/título você está seguindo, e qual é a sua fluência em inglês, francês, português e espanhol. Por favor nota que ressaltar que a fluência em vários idiomas NÃO é necessária para ser um co-coordenador.

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Seminário sobre dança, política e experimentação – RJ

Quais são as novas cenas da dança hoje e como elas tensionam seus limites com o mundo que as rodeia e invade? Como pensar na relação entre corpo, movimento e as novas práticas subjetivas que estão emergindo nas manifestações de rua no Brasil e no mundo? Essas são algumas das questões que o seminário Bordas do Corpo: dança, política e experimentação pretende levantar, dia 10 de maio, sábado, no Auditório da Escola do Olhar do Museu de Arte do Rio.

Convidando artistas, pesquisadores e o público em geral a criar, ao mesmo tempo, um campo de reflexão e de experimentação, o encontro finaliza o projeto Temas de Dança, grupo de estudos itinerante composto de oficinas direcionadas à escolas de dança que acontecem desde o início de abril. O Seminário vem ampliar o alcance do projeto, oferecendo diversas perspectivas e pesquisas acerca do corpo, da dança e da política.

Um registro em vídeo do projeto como um todo será disponibilizado em seu site oficial, bem como relatos críticos sobre cada uma das mesas. Para mais informações sobre o programa e procedimentos de inscrição no Seminário, escreva para temasdedanca@gmail.com

Serviço:

Seminário Bordas do Corpo: dança, política e experimentação

Data: 10 de maio
Horário: 10h às 18h
Local: Auditório da Escola do Olhar do Museu de Arte do Rio – Praça Mauá, 5 – Centro, Rio de Janeiro
Capacidade: 102 lugares

Programação:

10h

MESA 1: Corpo e dança: conjunções e disjunções
Participantes: Sandra Meyer (SC), Ligia Tourinho (RJ), Hélia Borges (RJ) e Flavia Meireles (RJ)
Mediadora: Paola Braga (RJ)
Relatores críticos: Claudia Canarim, Dally Scharwtz

14h

MESA 2: Cena, livro, corpo: encontros, desvios e tensões entre dança e escrita.
Participantes: Thereza Rocha (RJ/CE), Laura Erber (RJ), Alex Cassal (RJ) e Mariana Patrício (RJ)
Mediação: Bia Cerbino (RJ)
Relatores críticos: Luciana Ponso e Eliane Carvalho

16h

MESA 3: Insurreições do corpo no contemporâneo
Participantes: Peter Pal Pelbart (SP), Jorge Vasconcellos (RJ), Tatiana Roque (RJ) e Ana Kiffer (RJ).
Mediação: Silvia Soter (RJ)
Relatores críticos: Clarice Zarvos, Felipe Machado

from idanca.net